

Digitalizei algumas páginas de um livro de Feng Shui.
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Feng Shui
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Prato limpo
Minha filha mais velha foge e Serra OS dentes pra não
comer A mais nova chora entre uma colherada
e Outra. E, no meio desse fogo cruzado, tento acalmar
os ânimos para conseguir ter refeições em paz,
como deveria ser sempre"
Nada melhor que ver as crianças comendo bem. A sensação de dever cumprido é instantânea e faz com que vocês tenham certeza, pelo menos por alguns minutos, de que são os melhores pais do mundo. Quando elas se alimentam direito é sinal de que estão saudáveis, felizes e crescendo! E é por isso que tantas famílias, como a sua, vira e mexe se questionam se estão fazendo a coisa certa. É uma questão de instinto. Talvez por isso os pais se esforcem para criar hábitos saudáveis e fazer da alimentação um momento prazeroso. Ainda que de vez em quando o exemplo não seja o desejado, principalmente quando o assunto são verduras, legumes e frutas, eles sabem o que deve ser feito.
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Para começar tudo direitinho, a maioria concorda que é preciso comer à mesa - e 62,1% dos pais que participaram da pesquisa de CRESCER dizem fazer isso. Mais de um terço (38%), porém, faz a refeição em lugares não muito recomendados. Uma parte sai andando pela casa atrás do filho ou dá a comida enquanto ele brinca. Por sorte, é pouca gente (5,5% e 5,2%, res¬pectivamente). Os outros 27,2% seguem um hábito condenado pelos especialistas - deixam a criança comer na frente da TV. Resultado: ela não se concentra na refeição, não distingue os sabores dos alimentos e, como nem percebe a quantidade do que está ingerindo, pode começar a comer compulsivamente e se tornar obesa.
Na casa de Leila Brígida Lucindo, coordenadora pedagógica, é assim todos os dias. Enquanto ela e o marido Jorge Luiz Gomes almoçam à mesa, escondidos do filho - porque se ele fica com o casal não come direito -, o pequeno vê TV e almoça com a babá. A situação da secretária Ro¬sângela Serra é inversa. Os pais comem no sofá e o filho, sentado à mesa. "Sei que está errado, mas no corre-corre esquecemos certos detalhes importantes", diz. São esses detalhes a base da formação dos hábitos alimentares.
Se você acompanha seu filho na hora da refeição, por exemplo, além de ver como ele está se comportando e quais alimentos ingere, ainda poderá ensiná-lo a comer bem, mostrando como se faz. E isso mesmo: não adianta dizer que brócolis faz bem para a saúde e é gostoso se você não colocá-lo na boca. Apenas 25% dos pais ouvidos na pesquisa comem vegetais, legumes ou frutas três vezes por dia. Cerca de 32% os consomem só uma vez. O número cai para 18% quando falamos das crianças. E, como uma forma de aliviar a culpa e manter as crianças "saudáveis", as famílias partem para o uso de suplementos alimentares, como as vitaminas. O levantamento de CRESCER mostra um dado alarmante: 47,5% dos pais contam já ter dado suplementos (que precisam de recomendação médica) aos filhos.
A dona de casa Gracineide Maria Silveira nos contou uma história que seria engraçada, mas que não serve como exemplo. Ela não gosta de verduras. Então, não compra. Quando foi almoçar na casa da sogra, sua filha se surpreendeu ao ver a avó comendo alimentos "verdes". A mãe conta que a menina disse: "Vó, não come isso não, é grama. Isso é comida de coelho. Você vai ficar com dor de barriga." A postura da filha reflete os hábitos alimentares da família.
As vezes, o padrão de consumo muda com o nascimento da criança. A filha de Elisângela Neres Vieira, fiscal tributária, só almoça depois que a mãe coloca salada para todos. Marcelo Batista passou a se alimentar melhor com o nascimento do filho. Já Joe Horner fez uma horta em casa. A filha começou a ajudá-lo. "Ela tira os alimentos da horta e os vem comendo crus", diz. Outra forma de estimular as crianças é levá-las à feira ou ao mercado. A operária Cristianne Yoshida vai com a filha às compras. A menina pede por pepinos, brócolis e comida japonesa.
Professor de nutrologia do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), José Augusto Taddei confirma que é importante manter rituais, como preparar os alimentos juntos ou colocar a mesa direito, para estimular os bons hábitos alimentares. "Se a criança participa dessas atividades, fica mais predisposta a comer o que é oferecido." Assim, se seu filho não aceita verduras de jeito nenhum, tente fazer uma horta em casa, ainda que seja em vasos. Ele vai ver os alimentos crescendo, poderá colhê-los, irá acompanhar o preparo da salada e, muito provavelmente, não reclamará de comer aquilo que ele mesmo fez.
Legumes disfarçados
Quando nada disso dá certo, alguns pais recorrem ao esconde-esconde, disfarçando ver¬duras e legumes. O prato ganha cor e graça em formatos de palhaços, jardins, bichos etc. Cristina Cicolo, funcionária pública, comprou uma centrífuga para resolver o déficit na alimentação do filho. Agora o arroz é colorido, com caldo de beterraba, espinafre e cenoura. A façanha deu tão certo que o menino convida os amigos da escola para comer comida co¬lorida. Essa fórmula é polêmica entre os nutricionistas. Maria Luiza de Brito Ctenas, autora de Crescendo com Saúde (C2 Editora), por exemplo, acha que não se deve enganar a criança. "O dia em que ela descobrir, não vai comer mais nem acreditar nos pais." Para resolver a questão, a massoterapeuta Fernanda Pena decidiu "maquiar" os alimentos com o aval da filha. "Ela diz assim: 'Mamãe, esconde os legumes. Eu como, mas não quero ver.'" Trato é
trato. Disfarçar verduras e legumes é fórmula usada por 28% dos pais. Cerca de 64%, porém, colocam os vegetais no prato dos filhos, mas não forçam a barra para que comam.
É claro que a hora da refeição não pode se tornar um momento de briga constante, mas per¬sistência é fundamental. Fazer com que seu filho se acostume a novos sabores é uma tarefa que leva semanas. "Quando for dar um novo alimento, apresente-o em pequenas quantidades e repe¬tidamente, para a criança poder se acostumar com o gosto", diz José Augusto, da Unifesp. "Boa parte dos adultos, por exemplo, não gosta de comida japonesa logo de cara. Eles se acostumam aos poucos, e é assim que acontece com os pequenos." Ou seja, se seu filho reclamar da abobrinha na primeira vez, espere alguns dias e ofereça de novo. Tente também novas formas de preparo do alimento. Na quinta vez, ele reclamará menos.
Outra dica que ajuda: quando seu filho começar a comer, ainda nas papinhas, é importante não bater tudo no liquidificador. Se fizer isso, os alimentos ficarão com cor e sabor misturados e a criança não saberá o que está comendo. "E melhor amassar na frente dela e oferecer, assim será possível associar um gosto a uma comida", afirma Maria Luiza.
Os pais também precisam lembrar que as crianças não vão gostar de todos os alimentos. Se seu filho não come cenoura, mas aceita a abóbora, não há problema. Um substitui o outro. "Se os nutrientes chegam à criança, ela não precisa comer de tudo", diz Fábio Ancona Lopez, pediatra especialista em nutrição e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Quando seu filho foge da comida
Comer bem, aliás, nem sempre significa comer tudo. Até completar 3 anos, é natural que a criança se alimente melhor. A partir daí, além dela crescer em ritmo mais lento, outros interesses dividem sua atenção, como as brincadeiras. Nesta fase, começam o relatos de pais que, literalmen¬te, correm atrás dos filhos com o prato nas mãos. "Se a criança não presta atenção à comida, não vai formar o hábito de comer na hora e no lugar certos", afirma Fábio.
Atenção, porém, à quantidade que você coloca no prato do seu filho. Se ele come bem e está com peso e altura normais, não há motivos para preocupação quando o pequeno diz que não quer mais. "Todo mundo tem o direito de não comer tanto quanto o pai e a mãe esperam", diz José Augusto. "Algumas crianças são glutonas, outras estão 'estragadas': sabem que os pais vão dar na boca. O que não pode é o pai se desesperar e oferecer qualquer alimento." Lembre-se também de que o importante é avaliar o que a criança comeu durante a semana, e não apenas basear seu desespero em uma refeição que não ocorreu do modo como você esperava.
Quando a criança não quer comer - e não está doente nem querendo chamar a atenção - a solução é respeitar sua vontade sem abrir exceções, afirma o médico. "Ela não vai morrer se deixar almoçar, mas também não vai ter sobremesa. Sugiro que os pais guardem a comida e, quando. Ela tiver fome, esquentem a refeição. É melhor que substitui-la por lanches." Seu filho também não vai se alimentar na hora certa se você oferecer lanchinhos o dia todo, principalmente se deixar frutas de lado e privilegiar produtos industrializados. Nossa pesquisa Mostrou que 55% das crianças fazem dois lanches por dia e 25%, três. "É bom comer no meio da manhã e da tarde, desde que esses lanches sejam saudáveis", diz Fábio. "Hambúrguer com fritas e tem de ser um almoço eventual, nunca um lanche intermediário." Até porque consumir junk food pode ser um hábito difícil de reverter. Tão difícil que, às vezes, nem os pais conseguem largá-los. Mas é preciso cuidado e não só em dar o exemplo. Pesquisas mostram que mulheres que consomem junk food na gestação podem estimular a preferência das crianças esse tipo de comida antes mesmo delas nascerem. Estudo do Royai Veterinary Coi¬na Inglaterra, mostra que ratazanas que comeram muita bolacha, doce e batata avidez "programaram" o comportamento dos filhotes. Após o nascimento, eles aram alimentos desse tipo e tiveram peso acima do normal, médicos ainda não conhecem bem o mecanismo de escolha dos alimentos Mas sabemos que, se você oferece variedade, até por questão de sobrevivência a criança não vai querer só doce. A não ser que já esteja viciada", diz Augusto. É importante lembrar que os doces não estão proibidos, eles precisam ser oferecidos com bom senso. Antes das refeições, atrapalharão o apetite do seu filho. O que também não quer dizer que, se você não oferecê-los, a criança comerá bem.
Se nada parece dar certo, o que não adianta é partir para a chantagem -tática comum em momentos de desespero de ambos os lados. "Se a criança vê que a família presta atenção no que ela não come, acaba usando os alimentos para fazer chantagem", diz Maria Luiza. "E os pais fazem o mesmo. Se comer a papinha, vai ganhar salgadinho. A questão é não obrigá-la a comer. Se não está com fome para o almoço, não vai ter fome para o doce. É uma questão de combinar as normas." A alimentação, como tudo na vida, também precisa de regras claras para que seu filho não precise passar por uma reeducação alimentar mais tarde, nada melhor do que educá-lo agora. Só o fato de você ter lido esta matéria mostra sua preocupação com isso - o que já é meio caminho andado. Agora só falta colocar em prática o que você já sabe na teoria.
(Matéria retirada da revista Creser 02/2008)
Yoga para Bebê
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O Yoga para bebês é uma prática pouco usada no Ocidente. Estudos sobre o tema vêm se desenvolvendo satisfatoriamente. Foi realizada na Suíça uma mesa redonda sobre o tema tendo como participante Eva Ruchpaul, Denise Van Lysebeth, Dr.Bhole de Lonavla e Desikachar, que discutiram a possibilidade de as mães ajudarem seus bebês a praticarem Yoga. A mãe participa ativamente nesse processo ativando a consciência corporal do bebê. Através de exercícios de preparação para as articulações, alongamentos, movimentos de flexibilidade e educação postural, a mãe poderá conduzir os exercícios com bastante cuidado e respeito aos limites do corpo do bebê. É essencial que a criança sinta seu corpo através do toque da mãe e descubra-se através dela. Os movimentos deverão ser lentos e pouco tempo de permanência, aumentando gradativamente de acordo com seu desenvolvimento psicomotor.
(Arquivo tirado do livro: Yoga para gestantes - Rosângela Maria Bassoli)
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A medida que a criança vai se habituando com os exercícios, a mãe deverá promover conversas durante a prática para que o bebê se acostume com o tom da voz de comando da mãe. Os benefícios que os exercícios promovem são inúmeros, principalmente no desenvolvimento físico da criança, pois os músculos são mais facilmente irrigados pelos vasos sangüíneos, a ação muscular induz o sangue a trazer mais oxigênio e substâncias nutritivas. A combustão da energia traz um aumento do calor natural. Um bebê estimulado passará a alimentar-se melhor e dormirá melhor. Eliminará gases e seus intestinos funcionarão com mais eficiência. A prática regular do Yoga, desde os primeiros meses, certamente reduzirá consideravelmente a tendência de desvio na coluna.
Rosângela Maria Bassoli
Segundo consta nos estudos do Dr. Czerny, uma criança viva e esperta, que senta e move-se constantemente, está menos sujeita a desenvolver congestão dos pulmões que um bebê apático, que está mais predisposto a ter uma circulação lenta, que pode tornar-se a causa de uma infecção. A vitalidade dos bebês também depende de uma boa estimulação assim, poderemos torná-los mais resistente à infecção e às moléstias.
Como praticar yoga para bebês
• Idade: a partir de seis meses de idade.
• Local: limpo e arejado, colocando um acolchoado macio.
• Tempo: preferência de manhã, melhor período para as sessões diárias que devem durar entre 5 e 10 minutos.
A criança deverá vestir-se com um macacão leve ou ficar nua na época do verão. A mãe deverá evitar colocar vestes no bebê que escondam os movimentos e a impeçam de sentir o trabalho dos músculos.
É importante ressaltar que, a qualquer sinal de fadiga do bebê, a prática deverá cessar imediatamente. Não é necessário, no começo, fazer todos os exercícios indicados para o bebê. Procure respeitar o limite da criança e, de acordo com seu desenvolvimento, vá experimentando e aumentando os exercícios. A criança demonstrará, através de suas expressões, quais os exercícios mais favoritos, então, repita-os sempre que puder. Sempre segure o bebê com firmeza durante os exercícios, seguindo cuidadosamente as instruções de cada um. A criança precisa sentir-se absolutamente segura durante os exercícios para que sinta alegria e prazer. Tome cuidado, as crianças são frágeis, evite movimentos bruscos. Deixe a criança descansar entre os exercícios e massa-geie as costas com toques leves e carinhosos. No final de cada sessão, faça uma leve massagem no corpo todo do bebê. Deite-se ao lado do bebê e relaxe por alguns minutos.
Voga para Gestantes
Exercícios
1. Coloque a criança sentada com apoio nas costas. Deixe-a segurar em seus polegares e, devagar, coloque os braços dela esticados para frente e para o alto. Volte à posição de início e comece a fazer movimentos circulares com os braços da criança. O ato de agarrar estimula segurança. A criança desenvolve os músculos dos braços, ombros e tórax, facilitando a respiração. Gradualmente, ela fará esses movimentos sozinha e você apenas guiará suavemente os braços para coordenar os movimentos.
2. Mantenha a criança sentada e segure suas mãos, esticando os braços dela para frente, cruzando-os sobre o peito com o braço direito sobre o esquerdo, depois o esquerdo sobre o direito alternando. Esse exercício promoverá todo o fortalecimento do aparelho respiratório e, conseqüentemente, a respiração ficará mais solta.
Rosângela Maria Bassoli
3. Coloque a criança deitada em decúbito dorsal. Pegue os tornozelos dela e movimente as pernas como se ela estivesse andando ou pedalando. Faça movimentos suaves. Em seguida, flexione e estique alternadamente. Em princípio devagar e, depois, mais rápido. A cada flexão, empurre suavemente a coxa contra o abdômen. Esse exercício promove uma massagem natural na região do abdômen, facilitando o funcionamento dos intestinos.
4. Coloque a criança deitada em decúbito ventral. Com a ajuda de suas mãos, erga suavemente o peito dela, deixando as pernas no chão. Faça uma pequena subida e, em seguida, desfaça. Sempre segure e apóie a cabeça, tomando cuidado para que ela não se curve em demasia para trás. Esse é um dos melhores exercícios para fortalecer os músculos das costas.
Yoga para Gestantes_73
6. Coloque a criança deitada em decúbito ventral. Segure as pernas dela e suba vagarosamente, deixando apoiada somente no peito como um gafanhoto.
5. Coloque a criança deitada em decúbito dorsal. Segure as pernas dela e suba vagarosamente, deixando apoiada somente nos ombros, pescoço e cabeça, fazendo uma postura inversa. Esse exercício trabalha e estimula todos os músculos do corpo.
Rosângela Maria Bassoli
7. Coloque a criança sentada e comece a respirar profunda e ruidosamente para que ela se concentre por alguns segundos em sua respiração. Procure ficar com um semblante feliz diante da criança e promova um relaxamento. Ao terminar os exercícios, abrace seu filho(a) e sorria para ele(a).
8. Olhando nos olhos da criança, faça declarações de amor para ela.






